Domingo, 19 e Segunda-Feira 20 de Março de 2000

Serviços em alta nos shoppings
Oportunidades para barbearias, lavanderias, centro de estética e cursos

José Pinheiro Júnior

Na hora de abrir loja em shopping, surge a dúvida entre os candidatos a empresário: optar pelo tradicional varejo ou investir no setor de serviços? Segundo consultores e representantes dos centros de consumo, a segunda opção parece ser a mais indicada.

Os shopping mais novos no mercado - quase todos operando com sistema de lojas vendidas - ainda estão carentes de empresas do gênero e sinalizam com oportunidades para quem quer se aventurar. Nos mais antigos, já existe ampla rede de serviços, que abrange, entre outros segmentos, barbearias, lavanderias e casas lotéricas.

Um dos motivos para o sucesso dos serviços nos shopping é a expansão das lojas virtuais, que vendem produtos sem que o consumidor precise sair de casa. Com as pessoas comprando pela Internet, abre-se espaço para os serviços.

É claro que existem empresas de serviço na Internet, mas, como alguns negócios envolvem ligação mais direta com os consumidores, ainda não conseguiriam obter bons rendimentos na grande rede.

Os clientes precisam ver um sapateiro e pedir para que consertem seus sapatos e as mulheres ainda têm uma grande fidelidade ao seu cabeleireiro. Mesmo com as filas e a pressa, muitas pessoas também costumam encher as casas lotéricas dos shopping quando os finais de semana se aproximam.

Pesquisa prévia

O consultor Antônio César Carvalho de Oliveira, da Acomp Consultoria e Treinamento, concorda que os serviços estão em expansão nos shopping do Rio, mas alerta que nenhum candidato a empresário deve abrir sua loja sem fazer uma pesquisa prévia, pois o fato de prestar um serviço inédito no shopping, sem concorrentes, não garante o sucesso do negócio.

Às vezes, a região onde o empresário instala um salão de beleza, por exemplo, tem uma série de outros concorrentes, mas, por se tratar de um ramo em que a fidelidade das pessoas é grande, o lojista pode levar vantagem, se tiver uma boa carteira de clientes.

Antes de abrir a loja, é bom o interessado consultar o Sebrae-RJ, onde terá acesso a um curso sobre como iniciar seu negócio e, em seguida, procurar uma boa consultoria - explica Antônio César Carvalho.

O consultor ressalta que os shopping mais antigos, com o sistema de lojas alugadas, já reuniram know-how suficiente para ampliar o leque de serviços e, por isto mesmo, não oferecem tantas possibilidades às lojas deste segmento. É o caso de shopping como o Rio Sul, BarraShoppping e NorteShopping. Por outro lado, os que optaram pelo sistema de venda de lojas ainda não têm, normalmente, um setor de serviços muito desenvolvido.

- O Downtown, o Barra Square e o West Shopping são boas opções para quem deseja atuar em serviços. São relativamente novos e ainda estão em fase de expansão - aconselha Antônio César Carvalho.

O administrador do shopping Bay Side, Paulo Henrique Schenini, acredita que o mercado carioca está, realmente, caminhando para um maior número de lojas de serviços. O Bay Side tem 50 lojas em funcionamento e 103 espaços ainda disponíveis para novas unidades. Das espaços já ocupadas, 50% são destinados a serviços.

Novas propostas

Paulo Henrique diz que o shopping tem espaço, por exemplo, para sapateiros, loterias e, até mesmo, um laboratório de análises clínicas. As lojas à venda têm, em média, entre 14 e 33 metros quadrados de área e custam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.

- Estamos realmente abertos a novas propostas. Nosso condomínio varia de R$ 300 e R$ 500 por mês. Com o varejo saturado, tem muita gente migrando para os serviços, que é o desejo principal do consumidor. Aqui, também temos espaço para academias de ginástica e centros de estética - informa Paulo Henrique Schenini.

No Barra Garden, o superintendente, Humberto Campos, acredita que os shopping da cidade ainda têm espaço tanto para serviços quanto para o varejo. Do total de 163 empresas deste empreendimento, 10% estão no setor de serviços e, segundo Humberto Campos, o objetivo é elevar este percentual para 15% nos próximos meses.

- Ainda temos espaço para cerca de 15 lojas e há, tranqüilamente, vagas para lavanderias, sapateiros e loterias. Não concordo, porém, que haja vagas sobrando apenas para serviços. O varejo continua tendo seu espaço e importância. Acho precipitado decretar sua estagnação - assinalou Humberto Campos. O custo mínimo do condomínimo no Barra Garden é de R$ 20 mensais por metro quadrado.

O Shopping Città America, que deverá ser inaugurado em meados de maio, também apresenta vocação para os serviços. De acordo com Sérgio Goldberg, presidente da Agenco, responsável pela construção do empreendimento, existe um espaço claramente definido para este segmento.

Centro médico

- O térreo e o segundo pavimento caracterizam-se pela vocação de varejo. No entanto, nota-se claramente uma predominância de lojas de serviços no terceiro pavimento. Neste andar, deve-se encontrar, entre outros serviços, um centro médico de diagnóstico e um curso de idiomas - observa Goldberg.

Todas as 594 lojas do Città America Mall (seção comercial do empreendimento) já foram negociadas. O presidente da Agenco revela, no entanto, que ainda há oportunidades para pessoas interessadas em abrir um negócio no shopping.

- Cerca de 40% dos proprietários ainda não apresentaram nenhum projeto para suas lojas, o que significa que algumas devem estar à venda ou disponíveis para locação. Por isso, aconselho os interessados a acompanharem o mercado imobiliário, já que esses espaços ainda estão sendo negociados por seus proprietários - recomenda Goldberg.

Serviço:
Bay Side - 524-2163
New York City Center - 432-4980
Barra Garden - 430-9400
Downtown - 494-7072
Città America - 803-7777
Acomp Consultoria e Treinamento - 445-5444 ou www.acomp.com.br

Muito além de uma simples venda

O gerente de marketing do New York City Center, Fabiano Farah, também acredita que a expansão dos serviços é uma tendência nos shopping do Rio.

Ele lembra que o setor tornou-se necessidade básica entre os consumidores modernos, que estão cada vez mais sem tempo, ou paciência, para uma série de serviços associados ao lar. Diante deste quadro, lojas de pequenos consertos e lavanderias ganham impulso.

Dentro do conceito de que varejo é mais que uma venda, é uma experiência, ele ressalta as oportunidades para lojas de diversões e restaurantes com diversos ambientes. O importante é proporcionar bons momentos aos clientes.

O New York City Center tem 25 lojas, a metade voltada para o setor de serviços. Por enquanto, o shopping não está abrindo vagas para outras lojas.

No Downtown, também na Barra da Tijuca, 800 dos 1,3 mil espaços destinados às lojas estão ocupados - 80% deste total são empresas de serviços, como estúdios fotográficos e salões de beleza. Trata-se de um shopping vendido, com lojas a partir de 50 metros quadrados.

O único valor que o shopping revela é o custo mínimo do condomínio, que fica em torno de R$ 7,07, por metro quadrado.

A gerente de marketing do shopping, Marisa Amaro, ressalta que ainda há vagas para muitas lojas de serviço.

- O shopping é um grande prestador de serviços. Veríamos com bons olhos a instalação de casas lotéricas, lavanderias e clínicas médicas. Temos interesse também em cursos e imobiliárias - informa Marisa Amaro.

NOS SHOPPING

NEGÓCIOS

Casas Lotéricas
Gráficas Rápidas
• Lavanderias
Centros de Estética
Agências de Viagem
Chaveiros
Farmácias de Manipulação

VOCAÇÃO PARA SERVIÇO

• Downtown
• Barra Square
• Barra Garden
• West Shopping
• Rio Shopping
• Città América
• Bay Side

VOCAÇÃO PARA VAREJO

• Rio Sul
• BarraShopping
• NorteShopping

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ACOMP Consultoria e Treinamento
Tel. 55 (21) 2445-5444 - www.acomp.com.br

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