O GLOBO

Quarta-feira, 06 de dezembro de 2006

Economia


Novo Shopping transforma comércio do Leblon

Bruno Rosa e Erica Ribeiro

Lojistas de rua se preparam para a concorrência. Rivais de outros bairros dizem não temer migração de clientes

O Shopping Leblon abre suas portas hoje aos cariocas, mudando a rotina do comércio de um dos bairros mais nobres da cidade. As lojas de rua da região já estão se preparando para enfrentar a concorrência, com ações para garantir mais segurança, beleza e também conforto aos consumidores. A presidente da Associação Comercial do Leblon, Evelyn Rosenzweig, afirma que a chegada do shopping também ajudará a movimentar o comércio local, que já prepara estratégias para atrair novos clientes que visitarão o bairro. A partir de hoje, a associação inicia pesquisa com os mais de mil lojistas de rua e de galerias, visando a padronizar o horário de funcionamento em datas importantes do varejo.

- No dia 15, vamos implantar o projeto Estilo Leblon, que terá, entre outras ações, um micro-ônibus que vai circular no trajeto das lojas e, assim, reduzir o problema de estacionamento. Um sistema integrado de comunicação da segurança privada da região é outra meta do projeto, bem como a adoção de canteiros de flores próximo às lojas. Com isso, queremos dar também um aspecto de shopping a céu aberto - diz Evelyn.

Analista prevê impacto em empreendimentos vizinhos

Na opinião de Antônio Cesar Carvalho, da Acomp Consultoria e Treinamento, as lojas de rua sofrerão impacto e terão que procurar novas estratégias.

- A novidade é sempre superior. E a segurança é hoje o grande apelo do shopping - afirma Carvalho.

Ulysses Reis, coordenador do MBA de varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV), prevê impacto maior nos negócios de outros shoppings como Rio Sul e Rio Design Leblon.

- Hoje, o Rio Sul é a grande opção de consumo para os moradores da Zona Sul. Será, sem dúvida, o empreendimento mais afetado - diz Reis.

Sérgio Pessoa, diretor de Operações da Brascan, que administra o Rio Sul e outros empreendimentos, projeta perda de 4% no fluxo de consumidores. Impacto considerado pequeno e que se dará no que chama de área terciária de influência, ou seja, consumidores de bairros que estão a mais de 20 minutos do shopping.

- Cerca de 70% do público do Rio Sul vem de Copacabana, Botafogo e adjacências.

Mariana Carvalho, diretora de Marketing da Ancar, empresa que administra o Rio Design Leblon, afirma que o shopping foi adaptado ao estilo de vida do consumidor, que o considera extensão das lojas de rua, e não teme a concorrência. Já Jussara Nova Raris, superintendente do Fashion Mall, acredita que a principal mudança será no comércio de rua. Para ela, o shopping de São Conrado não será afetado.

Após três anos de obras e investimentos de R$300 milhões, o Shopping Leblon terá 200 lojas, quatro cinemas, 16 restaurantes e um teatro. No primeiro mês de funcionamento, são esperadas 600 mil pessoas.

O empreendimento, que abre as portas com 90% das lojas funcionando, reúne grifes como Calvin Klein, Lacoste, Ermenegildo Zegna, Armani Exchange e Ferragamo e lojas de departamento como Renner e Zara. Segundo Mônica Orciolli, superintendente do shopping, já há fila de grifes nacionais e internacionais interessadas em expor suas marcas lá.

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