O GLOBO

Domingo, 11 de março de 2007

Boa Chance


Os 10 mais

Flávia Rodrigues

Comércio em estandes lidera pesquisa que lista os negócios mais promissores

Beneficiados pelo decreto 27.541 do prefeito Cesar Maia, publicado em 16 de janeiro deste ano, os chamados centros populares de comércio e serviços estão apontados como o melhor investimento, este ano, para micro e pequenas empresas do Estado do Rio, além de artesãos. A indicação - que vem de pesquisa que inclui outros nove bons negócios no curto prazo - é da consultoria Acomp, especializada em varejo. Foram ouvidos 436 especialistas e empresários. É a 12ª edição do levantamento.

Há, ainda, outras áreas promissoras. Em segundo lugar, estão os programas para palmtops e smartphones, indicando que a convergência digital está em alta. Projetos ligados a combustíveis alternativos, captadores de luz solar e aproveitamento da água pluvial vêm em terceiro, seguidos de produtos e serviços para a indústria naval e do petróleo. Os cosméticos estão em quinto lugar.

Os centros comerciais que lideram a pesquisa têm características próprias, e o decreto do prefeito facilita a obtenção de alvará nesses locais. Eles são inspirados nos flea markets, os mercados de pulga americanos - e estão longe de serem camelódromos. Os comerciantes ocupam estandes montados em galpões com ar refrigerado ou, ainda, lojas de grandes metragens.

Alguns exemplos na cidade do Rio são a rede PromoInfo, em que são vendidos produtos de informática; o Ipanema Mix, que fica na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema; ou o Mult Mix Outlet Shopping, na Rua Gonçalves Dias, no Centro.

O prefeito Cesar Maia diz, por e-mail, que a meta é movimentar a economia e gerar emprego:

- O acesso fácil aos lojistas está entre as vantagens, além da ordenação do espaço público.

O ponto positivo é o baixo valor da taxa de condomínio, como informa o consultor Antônio Cesar Carvalho de Oliveira, responsável pela pesquisa. A taxa já inclui aluguel e despesas como luz, água e, até, marketing:

- Dependendo do bairro, o microempresário desembolsa R$400 de aluguel. É uma excelente chance para começar atividades como uma confecção. Dentro de algum tempo, torna-se possível alugar uma loja.

Já Renato Ribeiro, sócio da empresa Superwaba, ainda na incubadora da PUC/Rio, é um dos que investem no setor que ficou em segundo lugar da pesquisa: a convergência digital. Ele diz que o faturamento deverá subir 300% este ano.

- Nosso maior mercado são os clientes corporativos.

O arquiteto Marcelo Pacheco, sócio da Casa do Futuro, aposta, por sua vez, na reutilização de água pluvial. E também conta que mercado de trabalho não lhe falta.

- Desenvolvemos projetos para construtoras. Cada um sai, em média, por R$20 mil. Há cerca de 15 em andamento. Continua na página 3

Legenda da foto: O PROMOINFO, no Centro, é um exemplo de centro popular de comércio e serviços: agora, prefeitura facilita a ocupação dessas áreas, que têm aluguel mais barato que lojas.

OS 10 MAIS Continuação da página 1

Nos EUA, centro popular detém 35% do varejo

Os mercados listados na pesquisa são aqueles que têm maior potencial de crescimento. Segundo o consultor Antônio Cesar Carvalho de Oliveira, da Acomp, somente os centros populares de comércio e serviços deverão responder, em breve, por 10% a 15% do varejo na cidade do Rio. Nos Estados Unidos, eles já correspondem a 35% da atividade comercial.

Oliveira sustenta, ainda, que o número poderia ser mais expressivo, não fosse o que ele chama de uma certa resistência cultural do carioca.

- O carioca prefere freqüentar lojas caras. Se não fosse assim, a estimativa poderia subir para 20% - diz Oliveira, acrescentando que, por enquanto, as melhores áreas para instalar esses centros são Centro e Zona Oeste.

De fato, as microempresárias Ana Cristina da Silva e Miriam Mansur, que instalaram seus pontos de venda no Ipanema Mix, reclamam do preconceito de alguns clientes. Um ponto que tem inclusive refrigeração, como estabelece a legislação. Mas já houve quem, da porta, fizesse discurso contra esse tipo de comércio. Mesmo assim, conta Ana Cristina, vale a pena: todo o investimento que ela fez há dois meses já se pagou:

- Não posso reclamar. Pago R$1,4 mil por um box de dois metros quadrados e tenho muitas clientes fiéis.

Em pousada de Paraty, mais cariocas e menos europeus

No que se refere ao serviço de alisamento capilar, a previsão também é animadora. Na rede Werner Coiffeur, o serviço de escova convencional é o terceiro mais executado nos salões, atrás de corte e coloração. A coordenadora de marketing da empresa, Fabiana Barbato, diz que a expectativa é de que o mercado cresça.

- O cabelo liso é associado com um tipo de beleza que a mulher gostaria de ter, naturalmente. O sonho da maioria é acordar, de manhã, e não precisar arrumar as mechas.

Outro mercado em evidência na pesquisa é o das viagens de curta distância - e o carioca está mostrando que pode mesmo haver boas oportunidades de investimento neste setor. O gerente da pousada Santa Rita, em Paraty, Magno Moreira, conta que tem recebido mais hóspedes do Rio que o habitual. Neste fim de semana e no próximo, seus seis quartos estão lotados.

- O caos aéreo passou, mas ainda está nos ajudando. As pessoas temem passar horas num aeroporto - acredita Moreira, frisando que, até 2006, a maior parte dos hóspedes era de paulistas ou europeus.

> O ranking dos investimentos

CENTROS DE COMÉRCIO: Líderes da pesquisa. Em média, o investimento do locador é de R$300 mil. Os locatários podem começar a trabalhar com R$5 mil.

CONVERGÊNCIA DIGITAL: A união da telefonia com os palmtops forma o segundo melhor mercado. Bom para quem desenvolve softwares.

ENERGIA: Geração e economia de energia: vale para captação de luz solar e economia de água.

INDÚSTRIA NAVAL: Com qualificação, o empresário pode aproveitar as chances criadas por novos investimentos, principalmente da Petrobras. Desenhistas, projetistas, engenheiros e mecânicos em alta neste setor.

ALISAMENTO CAPILAR: Quem presta serviços de alisamento tem mercado. Revendedor de shampoo e produtos do gênero, também.

TURISMO POR PERTO: Ganhou força com o apagão aéreo e com as obras no Aeroporto de Congonhas. Destinos preferidos: Paraty, Búzios, Teresópolis e praias.

CONSTRUÇÃO: A produção e venda de materiais de construção, além de obras de engenharias, estão fortalecidas. Bom para os setores de tubos, conexões e vergalhões.

PARA O LAR: A violência tem mantido as pessoas em casa, o que representa trabalho para fabricante e revendedor de móveis e objetos do lar, arquiteto e decorador.

VESTUÁRIO: O design de produtos é pouco desenvolvido no país, abrindo campo a pioneiros. Entre os exemplos do que pode ser feito: saltos de sapatos e lonas para tênis que sejam trocados, além de calças frente-e-verso.

ESPORTES: Mercado saturado. Mas não sai da lista dos dez mais porque competições cíclicas como Pan, Jogos Olímpicos e Copas renovam o estímulo ao consumo de camisas, bolas e chuteiras.

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Notas da ACOMP:

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O Engenheiro e Prof. Antônio César citado nesta matéria, é consultor e diretor da ACOMP Consultoria e Treinamento.

Clique Aqui - Para ver o Resultado da Pesquisa Anual da ACOMP sobre os 10 Melhores Negócios para o ano de 2007

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