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Quarta-Feira, 30 de Janeiro de 2002

Jornal do Lojista

Como não ter grandes prejuízos com o Verão
Lucro do Natal deve ser reinvestido na loja

Ricardo Morgado

Todo Verão é a mesma coisa. As praias ficam lotadas e muitos lojistas vêem as vendas despencar. O baixo movimento, segundo comerciantes e especialistas, está relacionado ao interesse natural do carioca por praias, clubes e outras opções de lazer. Para não sofrer grandes prejuízos, o consultor empresarial e diretor da Acomp Consultoria e Treinamento, Antônio César Carvalho de Oliveira, chama a atenção para a importância do capital de giro nos dois primeiros meses do ano.

- Em dezembro, o condomínio cobrado pelos shoppings é o dobro do valor normal. No mesmo mês, o lojista paga o décimo terceiro dos funcionários e impostos como IPTU. O lucro com o Natal deve ser investido no próprio negócio e serve para manter a loja até o Dia das Mães, a data de apelo comercial mais próxima.

Ainda para Oliveira, os shoppings com lojas vendidas - e não alugadas - são os que mais sofrem em épocas de baixo movimento, por não terem uma equipe própria de marketing. Nos shoppings maiores, nos quais as lojas costumam ser alugadas, a equipe elabora estratégias com antecedência, com o objetivo de minimizar as perdas.

Já o consultor de varejo Antonio Andrade explica que, nesta estação do ano, o consumidor tende a procurar atrações a céu aberto.

O shopping continua com movimento nas áreas de lazer, mas há uma diminuição do público consumidor das lojas. Nesta época, por outro lado, os shoppings recebem mais turistas estrangeiros. Mesmo assim, as vendas ficam diminuídas, no cômputo final.

- O Verão pode ser dividido em antes e depois do Natal. Já em outubro, o comércio começa a dar sinais de aquecimento. Depois das festas, em janeiro, os shoppings costumam ficar vazios na parte da manhã. É a época das trocas de Natal.

Novos prazos

Andrade afirma que é comum o comerciante e o fornecedor discutirem novos prazos para pagamento, em janeiro. Alguns fornecedores colocam produtos para serem vendidos sob consignação. "É interesse de todos que as mercadorias girem.

Fabricante, atacadista e varejista devem se empenhar para que isso aconteça."

Carnaval

Gerente da loja de presentes Imaginarium, no Botafogo Praia Shopping, Alessandra Revoredo diz que as vendas realmente caíram em janeiro. Contudo, a gerente não relaciona o período de vendas fracas ao calor ou ao lazer. "As pessoas ainda estão endividadas por causa do Natal ou estão poupando para o Carnaval", afirma.

Alessandra confirma a maior freqüência de turistas, que pode compensar a moderação do brasileiro durante a estação. De acordo com a gerente, o importante é fazer a mercadoria girar, por meio de liqüidações ou promoções, para renovar o estoque.


A queda nas vendas é esperada neste período. Mas para Oliveira, da Acomp, a baixa não foi tão grande em decorrência das chuvas, incomuns nesta época. Soma-se a isso a redução no número de viagens internacionais, reflexo do aumento do dólar e dos atentados aos EUA, em setembro.

Para compensar a perda de público, Regina Celi Crim de Farias, proprietária da Imprix, empresa de serviços de impressão instantânea de artigos como cartões de visita e etiquetas, reduz os preços e procura variar o mix de produtos oferecido. Para Regina, a procura diminui porque os pequenos clientes, responsáveis por boa parte do faturamento, estão de férias.

- Aproveitamos o clima de lazer do Verão e trabalhamos junto a promotores de eventos, produzindo cupons e convites para festas.

Também fazemos pulseiras de identificação para convidados - conta Regina.

A proprietária explica que os preços promocionais e a linha alternativa de produtos são algumas maneiras eficazes de manter o fluxo na loja até a volta às aulas, época de maior faturamento. Porém, mesmo com as medidas, as vendas continuam fracas.

Reserva

O consultor de varejo do Sebrae, Haroldo Caser, reforça a idéia de que, em janeiro e fevereiro, o lojista depende do capital conseguido durante o Natal para alavancar as vendas.

- É uma questão de se ter uma reserva. Não é à toa que janeiro é um mês de liqüidações. O comércio varejista precisa fazer o estoque girar, mesmo que tenha que diminuir sua margem de lucro. É nesse momento em que o comerciante deve ceder, na medida do possível. Se puder, deve vender seus produtos a preço de custo, o importante é não deixar mercadoria encalhada.

Caser acrescenta que, dependendo do segmento, o lojista pode se adiantar e vender com antecipação os artigos relacionados a Carnaval e volta às aulas.

 

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