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Sexta-Feira, 26 de Janeiro de 2001

Opinião / Perspectivas

Que conseqüências a eventual antecipação do funcionamento da Alca para 2003 poderia acarretar para o Brasil?

"A antecipação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) será um sacrifício para as empresas nacionais e poderá resultar em prejuízo para a balança comercial. Falta às empresas nacionais agressividade e tarifa para competir com os americanos. O Brasil ainda está acertando o passo, enquanto eles estão caminhando normalmente.

Essa medida somente beneficiará os Estados Unidos e o Canadá, que têm condições de apresentar juros menores e melhor prazo de entrega. O País necessita modernizar o parque industrial e incentivar a exportação, além de tentar fortalecer o Mercosul para mostrar aos Estados Unidos que é o líder neste mercado. O Governo tem de continuar desburocratizando os canais de exportação para oferecer às indústrias brasileiras mais oportunidades no mercado internacional".

ANTÔNIO CESAR OLIVEIRA
Diretor da Acomp - Consultoria e Treinamento

"A antecipação será problemática para nossa economia. O Brasil precisa oferecer às indústrias nacionais tarifas mais competitivas para que possamos estar preparados para competir com os Estados Unidos. Será impossível suportar a concorrência dos americanos quando começar a funcionar a Alca, pois são mais agressivos no marketing.

O Brasil apenas está engatinhando neste conceito, criado por eles. As companhias brasileiras deverão ser afetadas, o que poderá causar perda na exportação dos produtos nacionais. O Governo deveria resolver primeiramente o problema das barreiras impostas aos produtos nacionais, nos Estados Unidos, antes de aceitar a antecipação. Isso prejudica a concorrência nacional. Só estaremos prontos a partir de 2005".

IZAAC VOLDMAN
Vice-presidente da Faet S/A - Indústria de eletroeletrônicos

"O interesse da antecipação da Alca é de países como o Chile, que dependem comercial e economicamente dos Estados Unidos. O Brasil, porém, precisa estar melhor preparado para essa integração. Os setores mais afetados serão a indústria e a produção. A Argentina e o Brasil precisam solidificar e fortalecer o Mercosul".

LUIZ ROBERTO AZEVEDO CUNHA
Diretor executivo do Instituto Fecomércio

 

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