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Quarta-feira, 16 de Maio de 2001

Opinião / Perspectivas

A Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), associada à crise energética, pode afugentar do País as empresas dos setores de informática e eletrônica?

"A redução da Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) e também a crise energética podem retardar, mas não impedirão investimentos das empresas dos setores de informática e eletrônica no País. O Governo precisa cuidar não só do social como também do estrutural. A redução da TEC prejudica a indústria nacional, que não tem condições de competir com os produtos importados. Como tudo pode ser ainda pior, uma greve neste momento agravaria o problema brasileiro, deixando os investidores estrangeiros desconfiados em relação ao Brasil".

Carlos Thadeu de Freitas
Professor do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibemec)

"Pode, sim. Não só esses dois problemas podem influir na decisão dos investidores como também os fatores externos. A redução da TEC cobrará mudança da indústria nacional, já que esta não tem condições de competir com produtos importados. O problema energético é mais grave e vai atingir o País de forma mais negativa. Acredito que a diminuição da Tarifa Externa Comum do Mercosul possa ser absorvida rapidamente pelo mercado, desde que haja incentivo à reestruturação do parque industrial brasileiro. O Governo apaga o incêndio com cautela para não se queimar, mas acaba deixando toda a população no fogo. A equipe econômica tem que priorizar medidas técnicas para melhorar a situação do País. Falta organização".

Antônio Cesar Oliveira
Diretor da Acomp - Consultoria e Treinamento

"Não acredito que as empresas de informática e eletrônica deixem de investir no Brasil por causa da crise energética e também da redução da TEC. O problema do apagão é conjuntural e pode ser resolvido facilmente. Vejo a TEC favorável para o País. O Brasil tem um grande potencial e pode afastar esse fantasma com um sopro. Tínhamos que passar por isso para aprendermos como utilizar da melhor forma a energia. Sentiremos na pele, mas sairemos fortes dessa dificuldade. Fatores como a recessão dos Estados Unidos, turbulência externa e Argentina podem assustar os investidores externos. Esses dois motivos não afastam capital internacional e muito menos empresas do setor de informática e eletrônica".

Izaac Voldman
Vice-presidente da Faet S/A - Indústria Eletrônica

 

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