Domingo, 19 e Segunda-Feira 20 de Março de 2000

Pesquisas que auxiliam no sucesso do negócio
Sebrae, Firjan e Fecomércio dispõem de análise de cenários

Carla Falcão e Patricia Cid Varela

Dispor de capital deixou de ser o principal pré-requisito para quem pretende montar um negócio. Mais do que dinheiro, o empresário deve estar preparado para observar questões cruciais ao sucesso do empreendimento, como análise de cenários e comportamento do consumidor.

Para amenizar suas dúvidas, o futuro empreendedor pode recorrer a índices de preços, estudos setoriais, sondagens, análise de demanda e outros serviços oferecidos por instituições públicas e particulares cuja função é orientar os primeiros passos de quem quer aventurar-se no mundo dos negócios.

Em primeiro lugar, deve-se providenciar pesquisa de mercado e de viabilidade econômica na região em que se pretende atuar. Além de consultorias particulares, órgãos como o Serviço de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário (Sebrae), Firjan e Fecomércio podem auxiliar na escolha do futuro empreendedor. Gratuitas ou encomendadas, as orientações devem ser consideradas com atenção por quem não quer perder tempo e, principalmente, dinheiro.

O empresário que não tem muito capital disponível para contratar uma empresa de consultoria pode recorrer a instituições como Sebrae e Firjan, que oferecem uma assessoria informal.


Mapeamento


Encaixa-se, nesse perfil, a gerência de infra-estrutura e investimentos da Firjan que apresenta, entre outros serviços, informações gratuitas sobre oportunidades de negócios no Estado.

"Fazemos um mapeamento das intenções de investimento nas regiões. Na indústria de transformação (metalúrgica, química, farmacêutica etc), por exemplo, estão previstos investimentos de aproximadamente US$ 28 bilhões, até 2001", conta Samuel Cruz, gerente da área.

Cruz explica que as informações são obtidas graças aos contatos entre a gerência do Rio de Janeiro e às representações da Firjan no interior do Estado. Dessa forma, o empreendedor que pretende abrir uma empresa é informado de todas as intenções de investimento na região, que sejam relacionadas ao negócio que pensa implantar. A avaliação do real potencial da região para determinado produto ou serviço funciona como uma garantia extra para o empresário que não consegue delimitar sua atuação.

- A partir dessas informações, o empreendedor saberá de antemão quantas pessoas estão interessadas em investir no mesmo ramo de negócio e qual a demanda para essa atividade - acrescenta Cruz.

Assim como a Firjan, o Sebrae também orienta os empresários na abertura de novos negócios. Através dos balcões de atendimento, a instituição aponta as áreas ainda não saturadas. Apesar de não interferir no segmento, o Sebrae indica opções de investimento e políticas de desenvolvimento adequadas a cada região.

O coordenador do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proder), Nelson Moreira Franco, diz que o órgão têm um levantamento de oportunidades de negócios em 33 municípios, incluindo localidades como Búzios, Resende e Volta Redonda. "Há perspectivas de expansão desse projeto para outros municípios, inclusive para o Rio de Janeiro. Por enquanto, o serviço é gratuito, mas, futuramente, deverá ser pago", acrescentou.

Estudos de viabilidade

Quem dispõe de capital adicional tem como alternativa a contratação de consultorias particulares, responsáveis pela realização de pesquisas mais detalhadas. Avaliações sobre o mercado e estudos de viabilidade econômica e financeira são alguns dos serviços prestados pela Acomp - Consultoria e Treinamento.

A consultoria cobra R$ 1,9 mil por estudo de viabilidade econômica e financeira, quando o negócio pretendido pelo empresário envolve investimento de até R$ 80 mil. O preço mínimo para estudo de mercado é de R$ 2 mil, valor que varia de acordo com o tipo de negócio que o empresário pretende abrir.

Outra entidade que desenvolve pesquisas para empreendedores é o Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (Ifec-RJ), que oferece levantamentos de mercado e de viabiliade econômica, sob encomenda. O Ifec faz estudos setoriais que servem para mapear novas áreas a serem exploradas.

De acordo com o economista e diretor do Ifec, Luiz Roberto Cunha, algumas regiões, como a Baixada Fluminense, foram descobertas e demonstram grande potencial para desenvolvimento comercial.

Preço do comércio

Para quem está em dúvida quanto à formação do preço ao consumidor, o Ifec também calcula, desde janeiro de 1999, o Índice de Preços do Comércio Varejista (IPCV) e avalia as variações de preços de 250 produtos, coletados em 260 pontos comerciais da Região Metropolitana do Rio. São pesquisados os seguintes grupos: alimentação, vestuário, artigos para o lar, produtos farmacêuticos, recreação, higiene pessoal e artigos de limpeza.

A análise do IPCV, diz Cunha, permite acompanhar a inflação do comércio varejista na região. O índice não leva em conta preços de serviços. Um subproduto do IPCV, a Cesta de Compras, analisa as variações de preços de 40 produtos de primeira necessidade (32 de alimentação, quatro de higiene e quatro de limpeza) coletados nos mesmos pontos de venda do IPCV.

São levadas em conta dez faixas de renda, agrupadas em dois grandes grupos (rendimentos de até oito salários mínimos e acima disso). Os gastos de cada faixa são calculados conforme as quantidades consumidas. A Fecomércio cobra R$ 60 por um grupo de pesquisas.

Serviço:
Sebrae: 524-2163
Firjan: 563-4196
Fecomércio: 544-7585
Acomp: 445-5444

 

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Tel. 55 (21) 2445-5444 - www.acomp.com.br

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