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Sexta-feira, 16 de Março de 2001

Opinião / Perspectivas

Que alternativas ao acordo entre centrais sindicais e Governo poderiam ser sugeridas, para que seja efetuado o pagamento das perdas do FGTS aos trabalhadores?

"Uma alternativa seria o Governo pagar as perdas do FGTS com ações das companhias elétricas que serão privatizadas. Neste caso, seria utilizado um percentual de 20% a 30% do valor arrecadado no leilão para indenizar os trabalhadores. É um modo de reconhecer o erro e informar que vai pagar. Outra possibilidade seria negociar com quem tem um valor alto a receber e pagar imediatamente quantias até R$ 1 mil. Acho uma injustiça o empresariado arcar com 75% dos custos para a correção do saldo do FGTS determinada pela justiça por causa do expurgo do plano Collor I e Verão. Se, por acaso, esse acordo passar pelo Congresso e virar medida provisória, teremos um salto nas demissões e no trabalho informal no País".

Antônio Cesar Oliveria
Diretor da Acomp - Consultoria e Treinamento

"Os banqueiros deveriam assumir junto ao Governo o pagamento das perdas do FGTS dos planos Collor I e Verão. A questão não é complexa e tem lógica para ser resolvida com facilidade. Quem ficou com o dinheiro foi o Governo. Então, nada mais justo que este indenize os trabalhadores. A culpa foi de quem administrou erroneamente o dinheiro. Por isso, os banqueiros entram no caso. Eles utilizaram os recursos para fazer jogadas financeiras. Não é justo, agora, mandar a conta para os empresários pagarem. A empresa brasileira sofre com o excesso de carga tributária e, agora, com a imprudência do Governo. Não tem como pensar em crescer se o Governo não oferece condições para isso".

Mário Dechamps
Diretor da empresa Alumínio Blumenau

"O Governo tem que buscar na receita a solução para este problema. Não tem essa de jogar a culpa para cima dos empresários e dos trabalhadores. Na época, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço foi depositado corretamente pelas empresas. Essa medida irá resolver um lado e piorar outro. Com certeza trará aumento da inflação e desemprego. Creio que as federações entrem com recurso no Supremo Tribunal Federal caso vire medida provisória este acordo com as centrais sindicais. Acredito, inclusive, que o congresso não aceitará essa proposta".

Silvio Matos
Vice-presidente da Associação Comercial do Méier

 

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