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Quinta-Feira, 01 de março de 2001

Opinião / Perspectivas

Em que medida as recentes pressões da desvalorização do real frente ao dólar podem prejudicar a meta do Governo de crescimento da economia?

"A desvalorização do real frente ao dólar pode gerar desequilíbrio na balança comercial, principalmente se os empresários americanos deixarem de acreditar na economia dos Estados Unidos e pararem de investir em outros mercados. Essa influência prejudica, mas não afeta a meta de crescimento, pois o Brasil não está tão dependente dos Estados Unidos. Existem outros países investindo no Brasil. Outro ponto que pode receber impacto é o da taxa de juros, pois a equipe econômica poderá permanecer manter a taxa básica, a Selic, em 10,25%, por mais tempo, até a poeira baixar. O momento é de incerteza, mas o fundamento da economia brasileira está correto. A cotação da moeda americana pode voltar a cair".

Antônio Cesar Oliveira
Diretor da Acomp - Consultoria e Treinamento

"Por enquanto não há ameaça ao crescimento do País. O dólar com cotação elevada gera pressão inflacionária, mas não chega a atingir a meta do Governo brasileiro para este ano. Analisando friamente, o real desvalorizado ajuda a inibir as importações, aumentando a exportação nacional. A desaceleração da economia americana não afeta de imediato o Brasil. No momento, somente uma crise mundial, séria, poderia prejudicar as metas brasileiras. Tudo indica que os Estados Unidos retomarão o crescimento no segundo semestre e isso deixará o mercado financeiro mais calmo. O que vemos, hoje, é apenas uma turburlência conjuntural".

Alberto Furuguem
Consultor econômico

"Por um lado, a desvalorização do real não é ruim para a economia brasileira, pois abre as portas para a exportação. Por outro, há o problema do pagamento da dívida externa e também da balança comercial. O Brasil deve procurar um crescimento sustentável, com o aumento da produção na indústria de base. Incentivando esse setor, o Governo gerará emprego e aumentará a competitividade do parque industrial brasileiro. O desaquecimento dos Estados Unidos é prejudicial, mas não chega a afetar a meta de inflação para este ano, já que o Brasil não está tão dependente desse mercado. A equipe econômica brasileira precisa abrir um pouco mais o horizonte de exportação dos produtos nacionais. Os países europeus, por exemplo, não estão sofrendo turbulência financeira e podem ser uma opção favorável para o País".

Geovanni Esposito
Presidente da Associação Comercial de Cascadura

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