Terça-feira, 01 de Fevereiro de 2000

Abrir loja dentro de loja, negócio em expansão
Cafeteria é um dos exemplos bem-sucedidos

Heloísa Espósytos

Um cafezinho vai bem com qualquer negócio. Pesquisa da Acomp Consultoria e Treinamento sobre as melhores oportunidades para o ano 2000 mostra que o conceito de "store in store", loja dentro da loja, é ótima opção para os lojistas de primeira viagem. Estes negócios costumam ser chamados de córners ou de quiosques.

Com o ponto comercial já garantido e os padrões arquitetônicos ditados pela loja-mãe, o candidato a empresário - geralmente vindo de outro ramo de atividades - tem mais tempo (e dinheiro) para se dedicar à gestão do negócio.

- A cafeteria combina com livraria, loja de roupas, concessionária de automóveis, etc. Trata-se de uma opção barata para quem está começando e atrai pessoas à loja-mãe. É bom lembrar que dificilmente as pessoas tomam café sozinhas - diz Antonio Cesar Carvalho de Oliveira, diretor da Acomp.

Ele acrescenta que as "store in store" aumentam o tempo de permanência dos clientes nas lojas e as compras por impulso. Nas livrarias, por exemplo, o melhor formato de uma cafeteria é o cyber café (negócio conectado à Internet), uma vez que livros combinam com pesquisa, até mesmo dos preços dos concorrentes. "Nas livrarias, quem não tiver dentro deste formato, sai perdendo, porque as grandes já oferecem o serviço", orienta Antonio Cesar.

LIVRARIA. O empresário Augusto Simas, abriu, em novembro do ano passado, o Cyber Coffee & Book, na livraria Saraiva do New York City Center, na Barra. O sucesso foi tão grande que será inaugurado outra cafeteria, no início de março, no Rio Sul.

Quanto ao acordo comercial, Simas dá um percentual do faturamento à livraria por estar usando o ponto comercial e por beneficiar-se de uma marca já estabelecida no mercado. O cliente pode entrar com o livro na cafeteria. Se derramar café nas páginas, a Saraiva não cobra o livro.

Simas considera interessante a opção de um café em lojas em que o cliente permanece algum tempo. "O cliente se sente mais à vontade. Em um negócio de roupas, o marido que está acompanhando a mulher, pode ficar no café enquanto ela escolhe as peças", diz.

Para quem está querendo abrir uma "store in store", ele orienta que se observe bem o parceiro com quem está lidando, conheça bem o negócio de cafeteria e ficar atento ao retorno do investimento.

PÃO DE QUEIJO. Outra que optou por abrir uma loja dentro de outro negócio é a ex-analista de sistemas Maria Clara Leitão, franqueada da Casa do Pão de Queijo das Lojas Americanas, do Passeio. O acordo comercial com as Lojas Americanas prevê que sejam pagos R$ 1.500 mensais ou o equivalente a 12% do faturamento bruto. A expectativa de Maria Clara é faturar R$ 25 mil por mês.

Com dois meses de atividades, ela diz que as "store in store" são a melhor opção para quem está começando. "O acordo comercial é semelhante ao do shopping, mas me sinto mais segura e bem assessorada desta forma, porque a proximidade com a administração é maior", diz Maria Clara.

A Casa do Pão de Queijo observa que é preciso seguir os padrões das Lojas Americanas. Os horários de entrega têm que ser os mesmos da loja-mãe, ou seja, até às 8h30m. Os funcionários passam por vistoria e não podem entrar com bolsa. De acordo com Renata Rouchou, responsável pelas franquias da Casa do Pão de Queijo no Rio, das 17 lojas que foram abertas no ano passado no Rio de Janeiro, 10 estão dentro do conceito de "store in store".

Quando o córner traz público

A loja do Bob's no Auto Posto Fênix, na Lagoa, é outro negócio bem-sucedido, porém, com uma particularidade: ao invés de a loja-mãe dar notoriedade ao córner, é o Bob's quem leva clientes ao posto, de bandeira Shell.

Localizado em uma área de 18 metros quadrados dentro da loja de conveniência do posto, desde que foi inaugurado, há um ano e quatro meses, o Bob's aumentou 80% o fluxo de pessoas e o faturamento do local. Atualmente, passam pela loja de conveniência 800 pessoas por dia, responsáveis por um faturamento bruto de R$ 100 mil por mês.

Claudio Antonio de Almeida, operador da loja, diz que o fato de o público das imediações não contar com outras cadeias de fast food próximas dali contribui para o sucesso do Bob's dentro da loja de conveniência. De acordo com ele, os consumidores já consideram esgotada a dobradinha pão de queijo e cachorro quente dentro dos postos de conveniência. "A rede Bob's oferece grande variedade de sanduíches, fazendo também entregas a domicílio".

Quanto ao acordo comercial, 8% do faturamento da corner do Bob's na loja Select vão para a franqueadora Bob's.
A rede estuda possibilidade de abrir loja em outros postos, desta vez das bandeiras BR e Ipiranga. As "store in store" são a forma mais barata de ter acesso a um negócio da rede: o investimento é de R$ 150 mil, sem incluir o ponto nem a taxa de franquia.

Serviço:
Acomp: 445-5444/ www.acomp.com.br
Augusto Simas: 221-2464
Casa do Pão de Queijo: 548-0343 e 9996-6134
Bob's da Lagoa: 286-4631

ANTES DE ABRIR

  • Observe a solidez da empresa-mãe
  • Veja se o tipo de público da empresa-mãe interessa ao seu negócio
  • Observe a força da marca da empresa-mãe
  • Conheça bem o seu negócio
  • Fique atento ao retorno do investimento
  • Veja se concorda com todas as regras da empresa-mãe

 

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