Sábado, 28 de maio de 2005

Economia & Negócios

Shoppings investem em expansão

De olho na chegada de novos consumidores ao mercado com a melhora da economia, empreendimentos apostam em obras

Bruno Rosa

Na esteira do crescimento econômico do país, os principais shoppings centers do Rio de Janeiro estão investindo pesado em ousados projetos de expansão cuja verba ultrapassa os R$ 100 milhões. Além disso, cresce a cada ano o número de pessoas que freqüentam os shoppings para fazer compras. Só no último ano, a alta foi de 10% no fluxo de consumidores. Pode parecer um crescimento natural, mas trata-se de um expressivo contingente de 2 milhões de pessoas - de acordo com os dados da Feixe Tecnologia, empresa especializada em medição de público em lugares movimentados.

Assim, o BarraShopping pretende abrigar o supermercado Carrefour, segundo um executivo ligado ao setor. O Rio Sul, de acordo com outra fonte, estuda a possibilidade de colocar a casa de espetáculo Canecão dentro de seu mall. O Shopping Tijuca criará uma nova galeria no subsolo. O Norte Shopping, em sua segunda expansão, quer mais lojas, cinemas e restaurantes. Juntos, os projetos devem gerar mais de 2 mil empregos, entre diretos e indiretos.

Para o especialista em varejo Antônio César, diretor da Acomp Consultoria, o atual cenário econômico não é festivo, mas positivo. O suficiente, aponta ele, para os shoppings darem início ao processo de expansão.

- Há uma perspectiva de economia estável nos próximos anos. Além disso, a maior oferta de crédito, impulsionado pelo empréstimo com desconto em folha, impacta diretamente na renda e na produção industrial, que está maior em relação ao ano passado. A própria polêmica com o pagamento dos estacionamentos deu fôlego aos empreendedores - afirma César.

Além de já ter anunciado investimento de R$ 40 milhões para a construção de um complexo com sete salas de cinema, no morro da Babilônia, supermercado, reformas nas praças de alimentação e na fachada principal, o Rio Sul ainda planeja mais mudanças.

Segundo um executivo, o shopping pretende adquirir o terreno do posto de gasolina e do bingo, na Rua Lauro Müller, e abrigar o Canecão, além da Igreja Santa Therezinha, do lado de dentro do Rio Sul.

- É um processo demorado porque envolve muitas pessoas - disse ao JB o executivo ligado ao projeto. A assessoria do Rio Sul, no entanto, não confirma as informações.

O maior shopping da Zona Sul, que chega a receber mais de 250 mil pessoas em um único final de semana, ganhará ainda uma rede de locadoras e terá direito a badalada festa, no segundo semestre, como parte das comemorações de 25 anos.

O BarraShopping também projeta abrigar o supermercado Carrefour. A atual Praça XV, área em que são vendidos legumes e frutas, será extinta e novas lojas ficarão no lugar, de acordo com informações obtidas pelo JB. O superintende do Barra Shopping, Eduardo Novaes, não confirma as alterações. Sabe-se, no entanto que o grupo Renasce, que administra o BarraShopping, possui parcerias com a rede francesa de supermercados em outros shoppings do grupo no país.

- Pretendemos fazer revitalizações e readequações das áreas, mas ainda não há nada previsto - diz Novaes.

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Revitalização milionária

A revitalização também faz parte dos projetos de outros shoppings da Zona Norte e da Região Metropolitana do Rio. O Top Shopping, no centro de Nova Iguaçu, investe R$ 5 milhões para aumentar a praça de alimentação, além de mudanças na entrada principal e da modernização no sistema de refrigeração. No segundo semestre deste ano, o terceiro pavimento terá mais dois corredores, abrindo espaço para 14 lojas.

- O objetivo das obras não é apenas um remodelamento arquitetônico, elas representam uma melhoria no ambiente de lazer e compras dos nossos clientes, promovendo o seu bem-estar - diz Roberto Martins, empreendedor do shopping.

O Madureira Shopping, da Brascan Imobiliária, também está sofrendo mudança no mix de suas lojas, com a inauguração das Lojas Americanas, a ampliação das Casas Bahia, a papelaria Kalunga e bancos como a Caixa Econômica Federal.

A Caixa também inaugura uma grande loja no Iguatemi, depois de fechar suas duas agências em Vila Isabel. No shopping, o banco terá um espaço de cerca de 600 metros quadrados.

O Nova América, em Del Castilho, ganhará novas salas de cinema e um centro médico, que será inaugurado em 2006. O espaço ficará no terceiro piso do shopping, em 4 mil metros quadrados.

Na Zona Sul, o Shopping da Gávea construiu um novo estacionamento, com 500 vagas e ainda mudará sua fachada, a mesma há 30 anos. Além dos famosos teatros, o mall ainda ganhará novas salas de cinema, com filmes do circuito alternativo.

Para Jussara Nova Raris, superintendente de Marketing do Fashion Mall, Ilha Plaza e Rio Plaza Shopping, os projetos de revitalização sempre são feitos de acordo com reflexos da economia.

- Às vezes, muitos projetos são adiados, mas quando o clima é de otimismo, os projetos são adiantados - diz Jussara.

Em meio a expansões e revitalizações, o Shopping Leblon, com inauguração prevista para o final de 2006, vai gerar 3 mil empregos durante a obra e, após entrar em operação, será responsável por 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos.

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Mais lazer na Zona Norte


Na Zona Norte, os investimentos também prometem chamar a atenção do público. O Shopping Tijuca investe R$ 50 milhões. As obras começam no segundo semestre deste ano e devem ser concluídas no final de 2006. Está prevista a criação de mais dois pisos - incluindo um subsolo - que abrigarão 50 grifes, três lojas e uma âncora de grande porte. Ainda será instalada uma academia de ginástica e um centro bancário, com três agências e caixas automáticos reunidos em um mesmo local.

Assim, o shopping ganhará mais 11 mil metros quadrados. As torres também serão revitalizadas permitindo que, já no segundo semestre deste ano, a ocupação dos espaços comerciais.

- Há uma perspectiva de melhora na economia nos próximos dez anos. Por isso, o investimento está sendo feito. Também levamos em consideração a maturação do shopping, que já tem nove anos - endossa Luis Paulo Aquino de Sá, diretor comercial da Awal, administradora do Shopping Tijuca.

Com o objetivo de resgatar o lazer no bairro, Luiz Antônio Valente, superintende do Shopping Tijuca, está otimista com a construção de seis salas de cinema, com mais de 1,6 mil lugares.

- A Tijuca já contou com quinze mil poltronas nas salas de cinema do bairro e os únicos hoje existentes encontram-se hoje no nosso shopping - lembra Valente.

O novo projeto de expansão do Norte Shopping, que recebe mais de 300 mil pessoas em um único final de semana, ganhará mais 20 mil metros quadrados e segue objetivo semelhante do Tijuca: apostar em lazer em bairros marcados pela insegurança causada pela violência e narcotráfico. Serão construídas dez novas salas de cinema multiplex, academia de ginástica, oito restaurantes, além de uma loja âncora e uma megalivraria.

- Quando a economia dá sinais de estabilidade, a renda do consumidor aumenta e ele programa melhor seus gastos. Nosso objetivo é criar mais opções para a Zona Norte - ressalta Marcos Vinícios Borja de Almeida, superintende do Norte Shopping, administrado pelo Egec.

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