Sábado - 3 de dezembro de 2005

Economia & Negócios

Gastos caem com a idade

Metade dos consumidores entre 60 e 69 anos não comprarão presentes
este ano

Bruno Rosa

Na opinião de Geraldo Tadeu Moreira Monteiro, diretor-presidente do IBPS, o Natal será marcado por ''otimismo contido''. Ele se baseia em números como o nível de desocupação - estável este ano, de 9,6% em outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - e o crescimento tímido do rendimento médio real do trabalhador em outubro, de 1,8% em relação a outubro de 2004.


- Os consumidores estão mais conscientes de suas dívidas e mais conservadores com os seus gastos. Esse é um dado positivo da pesquisa. Muitas pessoas ficaram com o nome sujo esse ano e viram como é ruim ficar sem crédito. Além disso, com o crédito consignado, parte do salário já é descontado, o que restringe ainda o consumo. A maioria dos consumidores vai presentear, em média, quatro pessoas - diz Miguel Ribeiro, da Anefac.

De acordo com a pesquisa do IBPS, cerca de 10% dos entrevistados terão gastos totais neste fim de ano de R$ 101 a R$ 200. Outros 8,9% concentrarão seus gastos na faixa entre R$ 51 e R$ 100. E um terço não comprará nada.

- O gasto com presente de Natal é inversamente proporcional à idade. Os mais velhos são os que menos estão dispostos a gastar. Metade dos que têm entre 60 e 69 anos não gastarão nada neste fim de ano. Na outra ponta, 30,8% dos que têm entre 16 e 17 anos vão gastar mais de R$ 300 - acrescenta Monteiro.

Para Antônio Cesar Carvalho, diretor da Acomp Consultoria de Varejo, a compra de presentes para os amigos ficará em segundo plano.

- Só os familiares serão lembrados. Por isso, os consumidores vão optar por comprar presentes melhores, porém para poucas pessoas. Se não houver novas altas de juros até o final do ano, as vendas podem se igualar às do ano passado, ou, então, no máximo, ter alta de até 4% neste fim de ano - explica Oliveira.

Segundo o levantamento, os artigos de vestuário são os presentes preferidos por quase metade dos entrevistados, seguidos de brinquedos (11,8%) e títulos de DVDs e CDs (9,3%). Além disso, 66,3% pretendem comprar à vista, com preferência (53,8%) para o pagamento em dinheiro.

A estudante Flavia Goldberg, de 19 anos, pretende comprar roupas para o namorado no Natal.

- Não quero gastar muito. Só vou presentear, além dele, meus pais - diz, à procura de opções no Shopping Tijuca.

O comércio, que ainda não sentiu as vendas decolarem, aposta em preços promocionais neste fim de ano. A loja Xsite, no Ilha Plaza, está repondo estoques de diversas mercadorias. Destacam-se as peças mais baratas como as camisetas básicas em diversas cores, por R$ 19,90. A gerente da grife Mercatto, no Plaza Shopping, Shirley Lopes, diz que a loja preparou duas ações para atrair os clientes.

- Temos o kit de três camisas mais uma sacola de praia por R$ 39,90, e a cada R$ 50 em compras o guarda-sol sai por R$ 25 - diz Shirley.

Para o dono da CL Jóias, do Via Parque, Cláudio Laranjeiras, todos os esforços são válidos para conquistar o cliente neste Natal.

- Além das promoções, apostamos nas formas de pagamento para impulsionar as vendas: cheques para março, abril e maio e parcelamento em até 10 vezes sem juros no cheque e no cartão. Com tudo isso, acreditamos atingir facilmente os 15% de crescimento que são esperados - afirma Cláudio

Na Adidas Outlet, do Shopping Nova América, o movimento está regular, conforme esperado pelo gerente Fabio Mendes.

- Todo ano esperamos um aumento de fluxo próximo à véspera do Natal. Antes, o movimento é normal com relação ao resto do ano - diz Mendes.

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