Data da reportagem: 01/04/01    acomplogo.jpg (12514 bytes)

Fotos: Alessandro Costa
BEM SUCEDIDOS, Barra Shopping e Shopping Novo Leblon têm estratégicas de marketing infalíveis, garantem os especialistas. Os centros de compras oferecem conforto e bons serviços aos consumidores


A NOVA ROTA DOS SHOPPINGS

Consultores ensinam que os empresários devem fugir da estagnação e definir melhor o perfil de seus negócios



Durante as últimas décadas, a Barra viu o nascimento de 50 shoppings centers, malls e centros comerciais e empresariais, segundo a Associação Comercial e Industrial da Barra. O novo milênio inaugura uma fase que promete sacudir o inchado mercado barratijucano. É o que afirmam consultores em marketing especializados na consolidação de empreendimentos no bairro. Segundo Alain Guetta, da Guetta Franchising, e Antônio Cesar de Oliveira, da Acomp Consultoria, chegou a "era da seleção", época de empresários e lojistas usarem suas armas para fugir da estagnação.
"Não digo que os empreendimentos obsoletos fecharão as portas, mas sem um diferencial, vão virar galerias que sobrevivem fazendo economia de luz e segurança. E não é isso que se sonha ao abrir um negócio na Barra", analisa Oliveira, responsável pela revitalização do Barra Square, onde está fazendo pesquisas de público alvo.

Segundo ele, o maior problema dos pequenos shoppings da Barra é trabalhar com lojas vendidas. "A lei da propriedade prevalece sobre os projetos.
É difícil exigir um padrão dos condóminos. O resultado é a falta de foco. E a salada não atrai o público", ensina ele, responsável pelo êxito do Shopping Novo Leblon, um centro especializado para a mulher.
Muitos shoppings já tentam revitalizar seus espaços. "O Barra Point vai ser um centro cultural. Na terça, vamos abrir inscrições para um curso com aulas de interpretação, dança e música, no novo Centro de Artes Marília Pêra, onde será feito um teatro com 200 lugares. Teremos exposições, lançamentos de livros e musicais. A Barra é carente de pólos culturais", diz a gerente de marketing Luciana Brilhante.
Para Oliveira, a mudança só não é recomendável duramte o lançamento do negócio. "O Bayside ia funcionar dia e noite, recuou e acabou caindo no lugar comum", lamenta.
Reportagem: Karina

 

Fernanda Garritano acaba de inaugurar o Mosaico Café, que faz parte da revitalização do CasaShopping


Mesmo os grandes empreendimentos não podem se acomodar
Não é preciso ser nenhum gênio do marketing para entender porque o BarraShopping recebe 2,5 milhões de consumidores por mês. Griffes famosas, áreas de lazer, cinemas, teatro e opções gastronômicas para todos os gastos são atrativos do maior shopping da América Latina, com 165.800 metros quadrados. Seu "anexo", o New York City Center, também já nasceu no caminho certo, segundo Guetta. "É bem
definido, tematizado para a diversão. a marcação visual é forte: a réplica da Estátua da Liberdade passa a proposta de um ambiente de primeiro mundo", detalha. Para Oliveira, dificilmente algum empreendimento fará frente ao Barra Shopping. "O Via Parque, que seria um outlet, tentou e falhou".
Para os consultores, mesmo os "grandes peixes" não podem se acomodar. Bom exemplo é o Casashopping que tem 17 anos
e está investindo em novos espaços, como o Summer Club, com shows e festivais de comidas típicas, e o Mosaico Café, que aproveitou o gazebo do Casa Cor. "Até o fim do ano teremos um restaurante japonês e outro de massas e frutos do mar. Na área dos antigos cinemas, vamos montar exposições de ambientes decorados e partir para o segmento de eletrodomésticos", diz o surperintendente Roberto Pereira.

 

Antônio César de Oliveira busca nova filosofia para o Barra Square


Ainda há espaço para expansão
Para o presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Paulo Stewart, ainda há espaço no mercado da Barra da Tijuca - e, principalmente, no Recreio dos Bandeirantes - para novos empreendimentos comerciais, já que público é o que não falta. "É grande o número de pessoas que vai à Barra por causa da alta oferta de centros de compra. O bairro tem uma das maiores relações entre população e área bruta locável (ou área correspondente às lojas) do País", justifica.
Paulo Stewart revela ainda uma nova tendência na cidade. para ele, o crescimento imobiliário dos últimos 15 anos e a oferta de consumidores em potencial fizeram com que alguns empreendedores despertassem para a oportunidade de montar shoppings nos arredores da Barra da Tijuca.
De fato já foram anunciados alguns novos pólos comerciais em construção na Zona Oeste. O Center Shopping Rio, com lançamento previsto para o dia 26, em Jacarepaguá, terá 160 lojas, por exemplo. No Recreio dos Bandeirantes, chega, em outubro, o Barra World Shopping, com 600 lojas e réplicas das torres Eiffell e de Pisa. Já o Vargem Shopping, que deve ficar pronto em julho de 2002, em Vargem Pequena, terá 147 lojas.

 

 

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