Opiniões / Perspectivas

É realizável a previsão feita pelo ministro da fazenda, Pedro Malan, de que a taxa de crescimento econômico real do País em 2001 e 2002 será de 4,5%?


"Quatro são os motivos que estimularão o crescimento brasileiro. Em primeiro lugar, há a tendência de queda nos preços do petróleo, melhoria do cenário internacional e a ajuda à Argentina. Além disso, como 2001 é véspera de ano eleitoral, o Governo brasileiro terá que liberar recursos para obras, e isso estimulará a economia nacional. Por fim, temos a redução de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A taxa de crescimento prevista pela equipe econômica é modesta em vista do que o País precisa, mas, para quem veio de uma recessão, o índice que o Governo pretende alcançar em 2001 e 2002 mostra-se bastante satisfatório".

Izaac Voldman
Vice-presidente da Faet S/A, Indústria de eletroeletrônicos

"Para o Brasil alcançar a taxa de crescimento de 4,5% dependerá, primeiramente, das condições externas. Ao que tudo indica, o mercado internacional não apresentará desempenho satisfatório em 2001 e 2002. A previsão é que os países reduzam as taxas de crescimento, como os Estados Unidos, que anunciaram a possibilidade de desacelerar a economia em 2001. Isso com certeza afetará o Brasil, pois o País ainda é bastante dependente de financiamentos externos. Além disso, existe dificuldade no ajuste fiscal, que também afeta o desempenho econômico do País. O que poderia vir a ajudar o Brasil é o cenário do petróleo, cujos preços apresentam tendência de queda. Isso diminui a perspectiva de inflação".

Luiz Roberto Azevedo da Cunha
Diretor Executivo do Instituto Fecomércio


"Com certeza o Brasil conseguirá crescer conforme o índice previsto pelo Governo para o ano de 2001 e 2002. O principal motivo para que o País tenha um desempenho bastante favorável é a ajuda internacional oferecida à Argentina. O que pode vir a afetar essa previsão é a redução da taxa de crescimento dos Estados Unidos, que deverão fechar 2001 com expansão econômica de 3,5% . Mas as exportações nacionais estão menos dependentes da economia americana e mais distribuídas entre outros países, o que liberta o País do poderio americano. O Brasil está mostrando que tem força e pode, inclusive, ultrapassar a taxa antecipada pelo Governo".

Antônio César Carvalho de Oliveira
Diretor da Acomp - Consultoria e Treinamento

 

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