Ano II - nº 491 - Segunda-Feira, 10 de Janeiro de 2000

Pesquisa avalia os melhores negócios para investir em 2000

Quem não tem o sonho de comandar um negócio próprio? A perspectiva de trabalhar por conta própria tem levado milhares de pessoas todos os anos a se aventurarem no mundo dos negócios. Mas, para evitar pesadelos, o futuro empresário precisa conhecer bem o mercado e a área onde pretende atuar.

Há quatro anos, a Acomp Consultoria e Treinamento (www.acomp.com.br) realiza uma pesquisa com empresários do Rio para identificar as dez melhores e as dez piores áreas para quem está pensando em abrir uma empresa. 'Falamos com 250 empresários sobre suas demandas e ramos onde estão os maiores investimentos. Fizemos também uma análise do cenário empresarial nacional e as tendências de mercado', explica o consultor Antônio César Carvalho, da Acomp.

O setor de informática, com destaque para Internet ganhou com tranqüilidade o primeiro lugar. É o ramo que mais cresce no mundo e apresenta excelentes perspectivas no ano 2000. 'Com o fim do risco do Bug do Milênio, as empresas que estavam segurando investimento se preparam para injetar mais dinheiro no setor. Hoje, é impossível imaginar uma empresa que não esteja informatizada e ligada à Internet', avalia Antônio.

O segundo lugar na pesquisa ficou com os cafés, que operam no conceito store in store - ligadas a redes de varejo e serviços. Na avaliação de Antônio, a oferta de serviços de conveniência, como o cafezinho e o lanche rápido, tem atraído cada vez mais o consumidor. 'Os clientes identificam facilmente as redes que estão preocupadas em oferecer conforto e dão preferência a elas. Ganha o dono da loja, agregando serviço, e quem tem o café, se aproveitando do fluxo intenso de pessoas', explica Antônio.

Sucesso absoluto no ramo, a Casa do Pão de Queijo, descobriu o conceito store in store em 1997. Hoje, a rede já tem mais de 20 lojas ligadas a empresas de comércio e serviços no Rio. Gigantes como as livrarias Saraiva e Siciliano, Lojas Americanas, Leader Magazine e rede de cinemas UCI contam com lojinhas da Casa do Pão de Queijo, entre 20 m² e 40 m², todas franqueadas. 'Vamos dobrar o número de lojas este ano', aposta a gerente de operações da empresa, Simone Viana Farah.

A concorrência no mercado de combustíveis no Brasil e a sonegação de impostos tem dificultado a vida de quem opera posto de gasolina. Segundo a pesquisa da Acomp, o segmento é o que apresenta as menores chances de retorno rápido para quem quer entrar no ramo. O próprio sindicato da categoria reconhece as dificuldades. 'Investir em posto de gasolina é querer perder dinheiro. Está cada vez mais difícil sobreviver neste mercado de forma honesta', avalia Odilon Lacerda, presidente do Sindicato Varejista de Derivados de Petróleo. 'Percebemos as dificuldades quando vemos os postos oferecendo ducha grátis para atrair a freguesia', ressalta Antônio.

O setor que aparece em terceiro lugar no ranking dos melhores da Acomp - projetos de arquitetura - deve ser beneficiado pelas mudanças que as empresas vêm promovendo em seus layouts internos e externos.

'Todo mundo quer entrar no século 21 de cara nova', diz Antônio. A moda da happy hour tem agitado o fim de tarde dos bares localizados próximos a grandes empresas. Botequim com mesas ao ar livre é negócio que promete no ano 2000. 'As pessoas estão fugindo de ambientes fechados. A comida deve ser de boa qualidade para o sucesso do empreendimento', aconselha Antônio.

Em sexto lugar no ranking dos melhores, segundo a Acomp, o segmento de entrega a domicílio está pegando carona no crescimento do comércio eletrônico. 'As empresas colocam os produtos à venda, mas não têm como entregá-los. Quem presta este tipo de serviço vai crescer muito este ano', aposta Antônio.

Crescimento é palavra que os empresários Patrick Eberherdt e Daniela Klabin conhecem bem. Sua empresa, a Disk Cook, surgiu em 1998, com investimento de R$ 800 mil, distribuindo alimentos produzidos por restaurantes do Rio e de São Paulo, charutos e ingressos de shows e peças de teatro. Hoje, já são 65 estabelecimentos cadastrados e mais 70 tentando entrar no banco de dados da Disk Cook. A empresa recebe cerca de 220 pedidos por dia, segundo Daniela. 'Este ano, vamos entrar em Buenos Aires e Curitiba. Passaremos a entregar também outros produtos', revela Daniela. A Disk Cook está preparando também o lançamento de uma página na Internet, onde serão oferecidos diversos produtos.

As Olimpíadas deste ano devem favorecer o segmento de marketing esportivo e os incentivos do governo à exportação beneficiarão este setor, na avaliação da Acomp.

Daniel Oiticica

© GAZETA MERCANTIL

 

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